Sim, é possível construir o mundo que sonhamos!

O cenário que se vê no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas, nos Poderes Executivos é assustador. Aprovação da redução da maioridade penal, reforma política que na realidade não provocou avanços significativos, sanção das MPs 664 e 665 que restringem benefícios dos brasileiros e atacam os direitos conquistados com anos de luta e mobilização da classe trabalhadora, repressão e violência contra servidores(as), principalmente os educadores, e por aí vai.
Há os que digam que a responsabilidade pela “quebradeira” do país é de um único partido. Aqui neste espaço não nos cabe julgar políticas e criticar legendas, é fato que muitas delas são responsáveis por esta tão grave crise que nos atinge. Contudo, precisamos ser maduros o suficiente para compreender que o conservadorismo do poder Legislativo, comandado por grandes empresários, fazendeiros e peças-chave da elite brasileira, concentra as decisões políticas na riqueza e valorização financeira dos ricos, que continuam cada vez mais ricos.

Há esperança? Sim, no entanto, precisamos nos fortalecer na luta.Apesar de a mídia não mostrar, o esforço de diversas centrais sindicais foi muito importante para impedir, por exemplo, a aprovação do projeto de lei 4330 que daria a oportunidade às empresas de terceirizarem, precarizarem e desvalorizarem o trabalhador. Houve também, intensas lutas para impedir o veto presidencial ao sistema 85/95 para as aposentadorias que afasta o fator previdenciário e devolve ao cidadão a garantia de se aposentar com valor integral, sem contar na resistência e permanência dos trabalhadores que foram às ruas reivindicar melhores salários, reajuste acima da inflação e dignidade.
A luta não pode parar, vemos nossos direitos ameaçados, nossas conquistas a beira de serem exterminadas, mas estamos reagindo, continuamos lutando e enfrentando as políticas de desvalorização, prova disso, é a luta dos professores estaduais paulistas e paranaenses que fizeram as maiores greves da história dos dois estados, mostrando a sua força e capacidade de lutas. A mídia não está do nosso lado e o processo é árduo, mas quem disse que seria fácil? O importante é seguir em frente, acreditando que ao se organizar e lutar; é possível construir o mundo que sonhamos!
