Administração tenta justificar em panfleto o injustificável. Categoria quer reajuste digno!
Vários locais de trabalho amanheceram nesta terça-feira (22), dia seguinte à assembleia geral que rejeitou novamente os 4% de Pupin, com panfletos no qual a administração municipal tenta justificar o injustificável. A respeito da proposta indigna da administração à categoria na Campanha Salarial, o atual governo segue atribuindo suas falhas de gestão e o absurdo reajuste de 7,08% abaixo da inflação ao governo federal e ao que ocorre em Brasília.

O panfleto da administração, como era de se esperar, não traz argumentos sólidos. Aliás, uma simples pergunta há de derrubar o argumento de que não é possível dar mais do que míseros 4% aos trabalhadores(as). Se Sarandi conseguiu, por que Maringá, a cidade do superávit de R$ 128 milhões, não consegue? O que há de errado com as contas da Prefeitura?
Sem apresentar planilhas, o município se limita a dizer que se concedesse a inflação de 11,08% superaria o limite máximo de gastos com pessoal. O Dieese fez as contas (apresentadas em assembleia) e provou que seria possível dar 17,5%, ou seja, a reposição da inflação seria mais do que viável.
Além disso, economista do Dieese foi além ao apontar algo que lhe causou estranheza: o município têm prestações de contas diferentes sobre o gasto com pessoal. Aquilo a administração informa no Portal da Transparência, segundo o Dieese, não bate com os dados disponibilizado ao TCE nem com aqueles apresentados ao Tesouro Nacional. Por isso, em assembleia, os servidores(as) deliberaram que o SISMMAR deve levar essa questão ao conhecimento do Ministério Público.
O SISMMAR reitera, com base em estudo técnico do Diesse, que o município tem, sim, plenas condições de conceder a inflação. A reivindicação é justa e a greve é legal, é um direito dos trabalhadores(as), e a categoria decidiu em assembleia que não vai abrir mão disso até que Pupin faça uma proposta digna. Agora, servidores(as), a luta é pelas nossas famílias!!
