SISMMAR acompanha na Sasc reintegração de servidoras perseguidas na eleição

Dirigentes do SISMMAR acompanharam a reintegração de duas servidoras, na manhã desta quinta-feira (10), na Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc). Por perseguição política, elas procuraram o suporte do sindicato após terem sido removidas, injusta e ilegalmente, da Sasc para a Secretaria de Habitação.

A remoção foi ilegal por dois motivos: ambas as servidoras não queriam trocar de local de trabalho e a legislação eleitoral vetava essa mudança. “Elas foram forçadas a mudar durante o período eleitoral”, explica Iraídes Baptistoni, presidenta do SISMMAR.

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Servidoras reintegradas à Sasc tiveram seu retorno ao local de trabalho acompanhado pelas dirigentes do SISMMAR Iraídes Baptistoni e Celia Vivela (10/11/2016)

Ambas aproveitaram o imbróglio para tirar licença prêmio. Para o espanto delas e do sindicato, ao se apresentarem para trabalhar na Habitação, esta semana, o diretor do RH, Lindolfo Jr., queria que elas assinassem um documento concordando com a injusta remoção. Elas não assinaram. Sentindo-se humilhadas e assediadas moralmente, elas tiveram o apoio do SISMMAR na reintegração à Sasc.

“O sindicato garantiu a volta delas às mesmas funções que ocupavam”, explica Iraídes. “E o SISMMAR vai acompanhar de perto as condições de trabalho delas para garantir que não haverá assédio moral”, acrescentou. “A manifestação política e a escolha de um candidato é direito de qualquer cidadão”, comentou a dirigente Celia Vilela, que também acompanhou a reintegração.

As servidoras foram perseguidas politicamente  porque uma se candidatou a vereadora na chapa de Wilson Quinteiro (PSB) e porque a outra declarou voto ao prefeito eleito Ulisses Maia (PDT) – ambos adversário do candidato Silvio Barros (PP), apoiado pelo prefeito Pupin. Numa administração truculenta, que só valoriza os cargos comissionados, essas servidoras de carreira foram penalizadas apenas por terem exercido legalmente seus direitos políticos.

Piada do dia
Na reunião de reintegração, na Sasc, um dos cargos comissionados (CCs) presentes teve a cara de pau de reclamar ao sindicato que “os CCs estão sendo assediados pelos servidores”. Se para eles, CCs, esse é um “problema” que tem data para acabar: 31 de dezembro. Chega de tanto assédio moral contra servidores de carreira (concursados), que estão na Prefeitura por merecimento.