Da luta dos trabalhadores do serviço público de Maringá à Barbarie (Jacheline Batista Pereira, advogada e membro do Conselho de Direitos Humanos – PR)




Os servidores públicos do Município de Maringá, estão paralisados desde 5.6.2006, um dos motivos da manutenção da greve dos trabalhadores é exatamente a truculência e a arrogância do chefe do executivo municipal – Silvio Barros II – que não cede espaço ao diálogo, e tampouco apresenta em mesa de negociações uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Os servidores protestam por 16,67% de reajuste, pagamento imediato da progressão, implementação imediata do PCCF – Plano de Cargos Carreira e Salário e pelo fim das perseguições aos funcionários públicos que lutam pelos seus direitos.Os movimentos sociais, organizações não-governamentais e até a Igreja Católica, através do Bispo Dom Anuar, tem manifestado solidariedade e apoio ao movimento, entendendo que é um espaço democrático de diálogo e legitimo direito dos trabalhadores.Em vez de negociação e diálogo, o prefeito responde com ações judiciais, inclusive requerendo a força de repressão do Estado contra os grevistas, e ameaça dos dias parados na folha de pagamento. Somando-se a contratação irregular de milícia armada – Kamillus Segurança – para perseguir e atentar contra a integridade física/psíquica dos servidores, em escancarada ofensa aos direitos humanos.O Poder Judiciário atendendo aos interesses do chefe do governo tem mantido uma postura irredutível e arbitrária em relação aos trabalhadores.Diante das constantes ameaças de intervenção da polícia militar do Estado do Paraná contra os grevistas, os movimentos sociais, organizações não-governamentais e sindicais, a Igreja Católica e os direitos humanos, tem mantido vigilância temendo ações abusivas e arbitrárias.Entretanto, em data de 28.06.06 os funcionários públicos dirigiram-se ao paço municipal no intento de promover uma manifestação pacífica, chegando lá, seguranças armados iniciaram suas ações em face dos grevistas, praticando um vandalismo sem precedentes na história de Maringá.Os funcionários foram acusados indevidamente pelo atentado ao patrimônio público, enquanto filmagens do sindicato e da imprensa atestam as mendacidades proferidas contra os servidores.Diante do quadro, os servidores em assembléia decidiram por manter-se no paço municipal.Os movimentos sociais, organizações não–governamentais e sindicais, a Igreja Católica e os direitos humanos permaneceram no local até que se atestasse a tranqüilidade, em função DA EMINÊNCIA DE INVASÃO DO LOCAL PELA POLÍCIA MILITAR.ENTRETANTO, LOGO APÓS A RETIRADA DO LOCAL DAS ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES DE APOIO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, A TROPA DE CHOQUE DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARANÁ – ATENDENDO AO COMANDO DO GOVERNADOR REQUIÃO E DO SECRETARIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO PARANÁ EM CONLUIO COM O PREFEITO SILVIO BARROS II – CERCARAM A PREFEITURA COM MAIS DE 100 POLICIAIS E CACHORROS E INICIARAM UMA VERDADEIRA SESSÃO DE HORRORES CONTRA OS SERVIDORES MUNICIPAIS.Certifique-se que o advogado do Sismmar – Avanilso Araújo foi apreendido, sendo essa atitude irregular, visto que estava em pleno exercício de sua atividade profissional, mas a ordem partiu do Governador/secretario de segurança e do prefeito.A presidente do sindicato com toda a direção e mais de 40 servidores foram presos e sofreram agressões de toda natureza, estando feridos não somente fisicamente, mas em sua honra e dignidade humana.Certifique-se também que o governo do Estado do Paraná é conivente com os desvios, abusos e arbitrariedades cometidas pelo prefeito Silvio Barros II, alias presta seu auxílio em todas as façanhas do Rei de Maringá.Um exemplo disso é a constituição dentro do paço municipal de uma unidade da Delegacia de Policia, estando o delegado de Maringá, prestando plantão no local, com ímpeto espírito de ameaça e constrangimento aos servidores públicos, inclusive montando um órgão similar ao antigo SNI – Serviço Nacional de Investigação – na prefeitura, para fotografar e identificar manifestantes e trabalhadores que lutam por seus direitos.Em suma, tanto o prefeito Silvio Barros II como seu amigo Requião e seu secretário de segurança, carregam sua ideologia de marginalização e criminalização dos trabalhadores e da sociedade organizada, atuando no sentido de aterrorizar usando os instrumentos de repressão do Estado, inclusive o Poder Judiciário, que está mais preocupado em atender aos interesses da classe dominante.PEDIMOS O APOIO DE TODOS(AS) PELOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE MARINGÁ, INCLUSIVE ESTAMOS ORGANIZANDO UM FUNDO PARA QUE A PRÓXIMA MALDADE DO PREFEITO NÃO SE REALIZE, QUE É EXATAMENTE FAZER OS SERVIDORES PASSAREM FOME COM A RETENÇÃO/DESCONTO DOS DIAS PARADOS NO SALÁRIO.

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