EDUCAÇÃO
A Educação municipal de Maringá há muito tempo é apresentada como vitrine de governos. Os números, prêmios e índices positivos aparecem em discursos oficiais como se fossem conquistas de gestão. Mas, por trás de todo esse reconhecimento, está a dedicação cotidiana de servidoras e servidores que constroem, com esforço e compromisso, um futuro melhor para dezenas de milhares de crianças.
É justamente esse compromisso que sustenta a Educação, mesmo diante de problemas estruturais, violência vinda de fora das escolas e falta de valorização. Para além das boas estatísticas, há uma realidade feita de improvisos e sobrecarga, que muitas vezes desestimula quem está na linha de frente. E é diante disso que o SISMMAR vem atuando de forma organizada desde o começo da gestão, dialogando com cada segmento da categoria, elaborando diagnósticos coletivos e transformando essas demandas em propostas e ações concretas, seja em mesas de negociação, seja em iniciativas jurídicas e políticas.
Um dos pontos mais urgentes identificados foi a defasagem no número de professoras(es) de apoio. A sobrecarga sobre os profissionais já lotados tornava o trabalho insustentável, prejudicando servidores e estudantes. A partir das reuniões e da pressão organizada, a demanda foi levada aos candidatos à Prefeitura e, depois, à nova gestão. O chamamento de profissionais de apoio que se seguiu não veio de graça: foi resultado direto da mobilização dos trabalhadores e da atuação do sindicato.
O mesmo ocorre com o quadro de professoras(es), igualmente insuficiente. O SISMMAR apresentou diagnósticos, dialogou com vereadores e conseguiu, junto ao Executivo, a aprovação de uma Lei que permite a ampliação de vagas. A Prefeitura, no entanto, aponta o PSS como solução emergencial. Para o sindicato, esse caminho não resolve. O que garante qualidade, estabilidade e compromisso é o concurso público. Só ele assegura que a Educação seja valorizada como merece.
Assim, cada conquista parcial, cada avanço, demonstra que a luta coletiva faz diferença. Mas também reforça que o projeto maior da categoria é a valorização real da Educação, construída por quem, todos os dias, transforma a vida da cidade dentro das escolas.
Educadoras
As “educadoras” há anos enfrentam uma distorção que precisa acabar. Exercem as mesmas funções e atribuições das professoras, mas são tratadas por uma nomenclatura que serve apenas para justificar a desigualdade de direitos. A gestão Somos Todos SISMMAR assumiu essa bandeira e lançou a campanha “Educadoras(es) são Professoras(es)”, exigindo da Prefeitura a mudança para o cargo de Professoras(es) 30h. Se o trabalho é o mesmo, é preciso garantir o mesmo nome, o mesmo reconhecimento e os mesmos direitos.
Cuidadoras e Auxiliares Educacionais/Creche
Outro ponto central é a valorização das cuidadoras e auxiliares educacionais. No dia a dia, essas trabalhadoras lidam diretamente com situações que as expõem a riscos biológicos, mas a Prefeitura segue negando o adicional de insalubridade. O SISMMAR já protocolou medidas administrativas e ajuizou ações cobrando esse direito. Além disso, a pauta construída coletivamente inclui avanços no PCCR e em auxílios como o transporte. O sindicato continuará cobrando que a administração reconheça a importância dessa categoria fundamental para o funcionamento das unidades de ensino.
