Auxiliares Operacionais: a base invisível que sustenta o serviço público

O pleno funcionamento do serviço público municipal de Maringá só é possível porque uma categoria silenciosa e muitas vezes invisibilizada sustenta, no cotidiano, a base de todas as secretarias: os Auxiliares Operacionais. Estão em todos os cantos. Executam tarefas pesadas, fundamentais, mas historicamente desvalorizadas pelo poder público. Sem eles, o serviço público não caminha.

Foi nesse espírito que a gestão Somos Todos SISMMAR colocou, desde o início, a prioridade de atuar coletivamente na construção de um caminho sólido de valorização para esta categoria. Um caminho que não se esgota em ações pontuais, mas que se estrutura em um Plano de Ação pensado para dar consistência e futuro às lutas dos auxiliares.

Aos operacionais, dissemos com clareza: temos uma estrada a percorrer. E essa estrada é feita de propostas concretas, que precisam ser enfrentadas uma a uma, passo a passo. A pauta econômica aprovada na campanha salarial é o primeiro marco: um reajuste de 10% específico para a categoria, tendo como base o piso estadual.

Mas o plano não para na pauta econômica. Já avançamos em melhorias práticas, como a conquista de sopradores e sugadores de folhas em algumas escolas, aliviando parte da sobrecarga de trabalho. Também estão em curso as lutas pelos adicionais de periculosidade, em setores de risco, e, sobretudo, pelo adicional de insalubridade para operacionais da educação, cultura, esportes e assistência social, trabalhadores cotidianamente expostos a riscos biológicos sem qualquer compensação por isso.

Essa mobilização não nasce de cima: ela é fruto da força coletiva dos próprios auxiliares operacionais, que ampliaram sua participação no sindicato e vêm mostrando disposição em transformar sua realidade. A cada assembleia, reunião e ação prática, fica mais claro que essa categoria tem voz ativa e consciência de seu papel estratégico para a cidade. O que está em jogo não é apenas a valorização de um grupo, mas a construção de um funcionalismo público mais justo, forte e capaz de responder às necessidades da população.